
O 1º turno entregou um retrato nítido. Flávio Bolsonaro não só terminou em primeiro como venceu nas sete unidades do Sul e do Sudeste, sem exceção — São Paulo, Minas, Rio, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse é o eixo onde se concentram a indústria, o agronegócio exportador e a maior parte do eleitorado do país.
Não é um detalhe de mapa. É uma informação sobre onde a agenda de ordem, segurança e liberdade econômica encontrou eco.
A conta que ainda não fechou
Faltaram cerca de 3,5 milhões de votos para decidir tudo em 4 de outubro. Num eleitorado de 158 milhões, é pouco. Mas é o suficiente para levar a eleição ao dia 25.
E aqui entra o número que, a nosso ver, decide a eleição: 33,4 milhões de brasileiros não foram votar. É mais de quinze vezes a diferença entre os dois candidatos. A disputa de 25 de outubro não será ganha convencendo quem já decidiu — será ganha tirando de casa quem ficou.
O que vale repetir
Os 2,2 milhões de votos de vantagem são reais, mas não são colchão. Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, a margem foi de 4,91 pontos. No Amapá, de cinco centésimos. Em eleição apertada, quem relaxa perde.
Este texto é opinião da Redação. Os números citados vêm dos arquivos públicos oficiais do TSE e podem ser conferidos na página da apuração.
