
O eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, do grupo Conservadores e Reformistas Europeus, publicou em 5 de outubro uma foto de duas brasileiras que votaram em Varsóvia no 1º turno e defendeu que elas fossem deportadas da Polônia.
Na imagem, Anna Clara Oliveira Queiroz, de Anápolis, e Morgana Bettega aparecem com um broche do PT — uma estrela vermelha com a sigla do partido — e fazendo o gesto do “L” em frente à seção eleitoral.
Tarczyński pediu ajuda para identificá-las: “Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, por favor, entre em contato por DM. URGENTE”. Em outra publicação, divulgou uma montagem com as duas ao lado de malas e afirmou que ajudaria pessoalmente as mulheres a fazer as malas antes de uma eventual deportação.
O que está confirmado e o que não está
É importante separar o que de fato aconteceu do que circulou nas redes:
- Não houve deportação. Nenhuma das duas foi deportada.
- Não há investigação oficial confirmada contra elas, nem ordem de deportação, segundo apuração até 6 de outubro.
- A manifestação partiu de um parlamentar em suas redes sociais, não de uma decisão do governo ou da Justiça da Polônia.
O que diz a lei polonesa
O artigo 256 do Código Penal da Polônia prevê pena de até três anos para quem promover sistemas comunista, nazista ou fascista. Mas a aplicação não é automática: a lei exige que o uso do símbolo esteja associado à intenção de promover a ideologia, e o Tribunal Constitucional polonês decidiu em 2011 que o contexto importa — símbolos isolados não podem ser proibidos de forma geral.
Reação brasileira
O Itamaraty confirmou que foi procurado pelas brasileiras. A Embaixada do Brasil em Varsóvia se colocou à disposição para prestar assistência consular.
Fontes: Portal 6 · Notícias ao Minuto · SBT News
